Recado do Jorge: O ‘Canta Comigo' chegou para ficar!

A frente do talent show musical, da Record TV, Gugu Liberato assume o posto de advogado do diabo

quinta 30 agosto, 2018
Gugu Liberato a frente do painel com os 100 jurados do programa
Gugu Liberato a frente do painel com os 100 jurados do programa Foto:Antonio Chahestian/Record TV

Entre tantas e diversificadas opções de reality shows, que dominaram a TV nos últimos anos, o talent show é a mais bem-sucedida Competições de moda, maquiagem, cabelo, negócios... Infestam a nossa tela. Mas são as disputas de culinária e musical que se sobressaem com mais eficiência. As estruturas raramente mudam: os candidatos se desafiam a mostrar seus talentos e são avaliados, na maioria das vezes, por três juízes. No segmento musical, a Globo já testou diferentes formatos, inclusive, colocando famosos para se apresentarem para uma bancada de dez especialistas e de uma plateia interativa de 20 pessoas. O sucesso do ‘Popstar’ resultou na segunda temporada do programa, que estreia em setembro, com Taís Araújo substituindo Fernanda Lima como apresentadora. Mas é a Record TV que mais ousou no formato. Sob o comando de Gugu Liberato, o ‘Canta Comigo’ surgiu às quartas-feiras como um apetitoso recheio, entre as duas apresentações do ‘The Voice Brasil’, da Globo, que vai ao ar às terças e quintas. Na atração da emissora paulista, os cantores são submetidos ao crivo de nada menos do que 100 jurados, reunindo as mais diferentes profissões ligadas à música. Tem otorrinolaringologista, preparador vocal, modelo-cantor, rainha dos caminhoneiros, cover de Elvis Presley, pagodeiro, drag queen, ídolos dos anos 1980, ex-Paquita, humorista, fonoaudiólogo, radialista, a filha do Nelson Ned, jornalista e o L do KLB, entre outros. Só faltou o gari, Renato Sorriso... Realmente uma seleção pra lá de democrática.

Na noite de ontem (quarta 29) foi ao ar a primeira semifinal do talento show. Aqueles que conseguiram 100 pontos, ou seja, fazer os 100 jurados levantarem para cantar com eles, foram alçados direto para a finalíssima, que vai ao ar no dia 12 de setembro. Nos dois episódios da semifinal se apresentam os classificados em primeiro e segundo lugar e também os competidores que ganharam uma nova chance dos jurados. A coluna vertebral do programa é a mesma de sempre. Primeiro ouvimos as histórias de luta pela carreira, batalhas contra doenças, preconceitos e falta de apoio, tudo para sensibilizar aos jurados. E dá certo, já que muita gente se levanta para cantar mais pelo drama do candidato do que pelo talento em si.

Dentre os 100 avaliadores, dois se destacam por serem os mais exigentes: Miguel Nabor, modelo e cantor lírico que faz discursos longos e vazios sobre o motivo de não ter aprovado determinado candidato. O dublador e cantor, Robson Moura é outro que pegou pra si o título de “vilão” do Canta Comigo. Raramente gosta de alguém e tem sempre críticas muito técnicas, apesar de Gugu viver repetindo que a matéria prima do programa é a emoção.O cenário é bonito e grandioso e, além dos concorrentes e do júri ainda comporta uma plateia bastante participativa.

 

Apesar de ser um talent show musical, os jurados se consideram as verdadeiras estrelas da atração e um está sempre tentando aparecer mais do que outro. No intervalo rola um lounge, onde o grupo se encontra para tricotar, cantar, falar mal dos colegas e retocar a maquiagem, tudo acompanhado bem de perto pelas câmeras e com pouca naturalidade. Raramente rola algo realmente relevante, mas, vez ou outra, rola alguma pérola, como a dita esta semana por Sabrina Caldana, que se auto intitula “live vocal” (aquele povo que canta nos shows dos DJs). “Gente morna é igual à água morna, não serve nem para chá”, afirmou ela, tentando ser A polêmica da paróquia.

A melhor parte do ‘Canta Comigo’ é ver as expressões de apreensão dos três melhores colocados, que podem se substituídos a qualquer momento. Eles tentam fingir costume, dão aquele sorriso amarelo, mas os deslizes são inevitáveis e dá para sentir a urucubada sendo jogada em quem está se apresentando no momento. Não por coincidência, vários participantes já erraram ou esqueceram a letra durante o número. Para quem gosta de barraco, esqueça o programa. Tudo é muito positivo lá. Quer dizer... Rolou uma tremenda saia-justa quando a competidora Francine Môh, que havia feito 98 pontos –, se irritou quando Felipe Dylon (um dos dois que não aprovaram) reclamou que faltou emoção na cantoria dela. “Mais emoção, mano? Só se eu me rasgasse toda aqui!”, devolveu a paulista para um sem graça (e sem voz) Felipe Dylon.

A malcriação teve um custo: rendeu a eliminação da excelente cantora quando ela precisou passar por duas situações de desempate. Os 100 jurados podem nem se amar, mas admitir que um dos colegas de bancada seja contestado, ah!!! Na na ni na não! Como um perfeito advogado do diabo, Gugu Liberato circula por todo o cenário, espalhando fofura, incentivo aos perdedores, mas também disseminando boas doses de desavenças e alguma intriga. O que ele faz muito bem, com a competência de sempre. Ao final da temporada vamos poder confirmar, mas tudo leva a crer que o ‘Canta Comigo’ chegou para ficar!

Jorge Luiz Brasil
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