Jorge Brasil: Sétima temporada do 'The Voice Brasil' empolga, mas novas regras são necessárias para o programa

Os quatro técnicos precisam ter um candidato na final e isso não é justo com os participantes

quinta 13 setembro, 2018
Lulu Santos, Michel Teló, Ivete Sangalo e Carlinhos Brown: em busca da melhor voz do país
Lulu Santos, Michel Teló, Ivete Sangalo e Carlinhos Brown: em busca da melhor voz do país Foto:Divulgação Globo

A sétima temporada do The Voice Brasil caminha para sua reta final (no dia 27) e o mais inesperado aconteceu: o programa ganhou fôlego e vida extra. Há alguns anos que o talent show musical da Globo vinha se arrastando. Candidatos fracos, público pouco envolvido, jurados nitidamente desmotivados. E tudo levava a crer que ele não teria mais vida longa. Mas, este ano, mesmo sem mudanças expressivas, o reality voltou a empolgar o espectador e criar torcidas empolgadas. E a explicação para isso é bem simples: o capricho de sua matéria prima. A seleção de candidatos é a melhor de todas as edições. Pelo menos 10 dos 18 candidatos da fase atual poderiam ser campeões: Erica Natuza (do Time Carlinhos Brown), Edson Carlos e Flavia Gabê (do Time Ivete Sangalo), Priscila Tossan (do Time Lulu Santos) e Morgana Rodrigues, Arthur Henrique, Andressa Hayalla e os melhores da temporada, Dri Santana, Léo Pain e Lais Yasmin, todos do Time Michel Teló.

Mariana Rios continua subaproveitada no programa

E aí vem a parte ruim do The Voice Brasil, que o diferencia do original americano, que é muito mais democrático, justo e empolgante. No The Voice USA, o talento do participante tem muito mais importância do que os técnicos, que, por sua vez veem suas escolhas serem mais respeitadas. Explica-se: nos Estados Unidos, após as fases de Batalhas e Nocautes, começam os shows ao vivo e, a partir daí, é cada um por si. E vão para a grande final os quatro realmente favoritos do público, independente do técnico. Na temporada passada do The Voice USA, Adam Levine ficou sem candidato na finalíssima, enquanto Blake Shelton levou duas. Aqui não é assim! Todos os quatro treinadores precisam ter um participante na final e, com isso, muitos talentos perdem espaço para outros que nem mereciam estar lá disputando o título.


Léo Pain, Lais Yasmin, Priscila Tossan e Dri Santana: favoritos

Esse ano essa situação no The Voice Brasil vai ser dramática porque três dos quatro melhores estão no Time Teló. Se houvesse Justiça nessa vida, Dri Santana, Léo Pain, Lais Yasmin e Priscila Tossan deveriam, no dia 27, estarem concorrendo ao título de A Voz do Brasil. A saída para isso é uma fase que começa hoje, a Remix, cuja única função é reequilibrar os times, já que Lulu está apenas com dois cantores, Brown três, Ivete quaro e Teló manteve seu time intacto com nove vozes. De início, o quarteto pode garantir uma voz para ir direto para a próxima fase. Os outros candidatos se apresentam novamente e os técnicos usam seus botões para escolher duas pessoas para seguirem no programa.

Tiago Leifert precisava descansar a sua imagem

Os participantes que tiverem mais de um botão apertado podem decidir em que time desejam ficar, mas o técnico atual tem a preferência. A última das quatro vagas será decidida também pelos técnicos, que podem escolher entre os participantes disponíveis na última rodada do episódio. Com isso, Léo, Lais e Dri podem tentar se realocar com outros técnicos e garantirem vaga na final, já que é quase certo que Teló vai apostar todas as suas fichas no Léo Pain, já que apesar de ser tricampeão ele ainda não venceu com um cantor sertanejo.

Adam Levine, Kelly Clarkson, Jennifer Hudson e Blake Shelton voltam ao ar dia 24 no The Voice americano

Mas a questão é: de que adianta então tanta enrolação? Não seria mais democrático deixar todos os candidatos irem se apresentando, semana a semana, até os quatro melhores se classificarem para a final, independente a que técnico “pertence”? Novas regras se fazem necessárias para ajudar o programa a se manter relevante ainda por muitas temporadas. Mariana Rios continua subaproveitada e pouco apareceu este ano. Já Tiago Leifert perdeu o frescor e aparece tanto na tela da Rede Globo que perdeu relevância para o reality show. No dia 24, o The Voice USA volta ao ar, em sua 15ª edição, e, apesar de estar curtindo a versão brasileira, vou acompanhar com mais tesão o americano, que valoriza o talento acima de qualquer outra coisa.

Jorge Luiz Brasiil
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