Wesley Safadão: "Sou uma pessoa que não perdeu a identidade"

De novo visual em Miami, nos Estados Unidos, com a mulher, Thyane, e os filhos, Ysis e Yhudy, Wesley Safadão,fala de fé, fama, família e sobre como lida com o apelido que já o acompanha há 17 anos

Por Mariana Silva

Wesley Safadão com a mulher, Thyane, e os filhos, Ysis e Yhudy | <i>Crédito: Leo Mayrinck
Wesley Safadão com a mulher, Thyane, e os filhos, Ysis e Yhudy | Crédito: Leo Mayrinck
A simplicidade e o carisma não deixam dúvida do motivo para Wesley Safadão, 28 anos, ser um dos maiores fenômenos musicais do Brasil. Com mais de 12 milhões de seguidores nas redes sociais, ele reúne inúmeros fãs em seus shows que embalam o coro: “Vai, Safadão!”. 
O famoso refrão, que já havia chegado à Europa, recentemente foi parar em Miami, nos Estados Unidos, onde ele gravou o DVD WS In Miami Beach. “Minha ficha ainda não caiu”, afirma, enquanto abraça a mulher, Thyane Dantas, 26, e os filhos, Yhudy, 6, e Ysis, 2, em luxuoso hotel localizado em Miami Beach. Em entrevista exclusiva à CONTIGO!, o cantor cearense fala sobre família (ele quer mais 5 filhos!), carreira e até religião.

Qual é o seu maior segredo para ter todo este sucesso? 
Deus. Venho de uma família muito grande, em torno 150 pessoas. Me sinto um escolhido entre eles. Lembro-me da forma como comecei minha carreira... Hoje, vejo os artistas do Brasil e tem muitos que são melhores do que eu. Me pergunto como consegui chegar até aqui. São vários sinais e só quem vive com Deus sabe o que estou falando. 

Você se batizou na igreja evangélica e seu apelido é Safadão... Não parece um pouco contraditório?
Sou cristão, me batizei há dois anos. Mesmo sendo o Safadão e vivendo nesse mundo de festa e agito, sou uma pessoa que não perdeu a identidade, que posso levar a palavra de Deus para as pessoas, e continuar, sim, agradecendo a Ele. Acredito que o amor de Deus vai muito além das igrejas e as pessoas que me seguem veem isso em mim.


Wesley com a mulher, Thyane Dantas, e os filhos, Ysis, e Yhudy, no Eden Roc Hotel, em Miami Beach, na Flórida, Estados Unidos

Mas não tem receio de ser criticado por causa disso?
Toda glória é de Deus. A primeira coisa que eu fiz depois que acabei a gravação do meu DVD foi postar um agradecimento. Porque tem que ser assim. Tenho muito temor, fé e todos os motivos para agradecer tudo o que Ele fez por mim. E não tenho vergonha ou medo de falar disso, não. Vou à igreja, canto louvor... E já tem fã meu indo para igreja também!

Por falar em fã, é quase impossível não ser abordado por alguém no dia a dia. Como lida com isso? 
Fico feliz com tanto carinho, nunca me incomodou. Durante os shows, por exemplo, já alerto os seguranças antes para que, se alguém subir no palco, não precisar tirar. Os fãs ficam tão impressionados que, às vezes, param do meu lado e não sabem nem como reagir. São famílias, crianças, adolescentes... Me sinto abraçado quando estou cantando.

A Thyane te acompanha sempre. Ela não tem ciúme de todo esse assédio?
Minha mulher apoia tudo o que faço. É uma pessoa que convive lado a lado, entende minha rotina e quando tem algum problema sempre diz: “Ô amor, fique tranquilo, vai dar tudo certo”. Sempre com muita calma. Até sobre o cabelo... Ela não queria que eu cortasse, mas me deu suporte, sugeriu a melhor forma de fazer. O melhor de tudo é saber que posso fazer meu trabalho com a consciência de que tem alguém cuidando da outra parte, da minha casa, dos meus filhos.

Por falar em cortar o cabelo, deve ter sido um choque pra toda a família...
Era uma coisa que eu já pensava há muito tempo, mas minha mãe e minha mulher pediam para não cortar. Sabia que tinha que ser no tempo certo.


Com os pais, Maria Valquíria, a Dona Bill, 
e Wellington Nonato

Não ficou com medo de perder a sua marca registrada?
Em 2012, gravei com o cabelo solto. Em 2015, fiz um coque. Ano passado, usei chapéu. Quando decidi gravar em Miami, resolvi que mudaria o visual. Comecei a cantar aos 14 anos e meu cabelo já estava comprido. Na época, todos os artistas de forró usavam o cabelo longo, era a moda. As coisas foram fluindo e como eu já tinha esse look, fiquei marcado assim. Mas tudo é um processo, o povo foi se acostumando a me ver de várias formas.


Mas e a promessa feita pela sua mãe? 
Quando eu era pequeno, tive uma pneumonia grave e ficava entre idas e vindas ao hospital. Minha mãe, então, fez uma promessa de que só cortaria meu cabelo quando ele chegasse aos ombros e teria que ser em Canindé (cidade do interior cearense). Assim que completei 8 anos, pagamos a promessa. Se fosse para manter até hoje, meu cabelo seria imenso (risos).


Pensou em doar os fios para alguma instituição após o corte?
Até pensei, mas minha mãe pediu para guardar e eu entreguei tudo a ela. Não tenho ideia do que ela fará com isso (risos).

Foi difícil se acostumar com o visual?  
Queria algo que não me desse trabalho. Cortei uns 20 dias antes da gravação do DVD e fui ajustando para ver como ficava melhor. As pessoas estão dizendo que fiquei mais jovem. Eu gostei muito do resultado. Para ter cabelo comprido é preciso cuidado e eu não tinha muito tempo para hidratar, passar creme (risos). Agora ficou mais fácil. Só lavar e secar. 


Você acompanhou a reação das pessoas nas redes sociais depois da sua mudança radical?  
Sim! Sou bastante ligado nestas coisas e adoro. Até quando as pessoas acham que eu vou ficar chateado, eu curto. Em 2015, quando começou minha crescente, surgiram os memes e isso ajudou a estampar minha cara no Brasil todo (risos). Claro, sempre tem comentários maldosos, mas eu sou tranquilo, não levo em consideração.



A família curtiu dias ensolarados nos Estados Unidos

Considera-se um cara vaidoso? 
Não. Gosto muito do básico, não entendo de marca ou tipo de roupa. Parece que sempre o que eu escolho não fica bom. Minha mulher e meu personal stylist que preparam tudo. Eu prefiro focar em música, no palco, no que eu gosto de fazer.

Você parece ser um pai muito coruja! Tem planos de aumentar família?
A Thyane concordou em ter mais três filhos, mas eu quero cinco (risos). Estamos nos programando, quem sabe no próximo ano? Eu gosto demais de criança. O Yhudy está em uma fase que quer ser independente, não gosta que eu fique abraçando, dando beijo. Já a Ysis ainda é minha princesinha, fica o tempo todo grudada comigo. Essa idade dela é muito gostosa. Se depender de mim, minha família será uma escadinha, enquanto um cresce, a gente faz outro (risos).

Safadão chegou na Europa, nos Estados Unidos... O que ainda falta conquistar?
Quando terminei minha turnê pela Europa, em fevereiro, senti que posso mais. Peço a Deus sabedoria, força e saúde para continuar trabalhando porque coisas boas virão, só depende de mim. Meu grande desafio, sem dúvida, é manter o que eu já consegui no Brasil. Quando começamos a crescer em uma região, a outra esfria, mas isso não aconteceu comigo ainda.



O cantor gravou o DVD WS In Miami Beach, nos Estados Unidos

O que mais de te marcou desde que começou a sua carreira? 
Sempre pedi a Deus para emplacar uma música em novela e consegui. No mesmo dia em que Coração Machucado tocou pela primeira vez em A Força do Querer (Globo), fiz um show no Rio de Janeiro e lembro que chovia demais. Como entrego tudo nas mãos de Dele, orei pedindo que a chuva parasse e depois de algumas horas deu certo. Quando subi no palco, fiz um agradecimento público a Deus. Eu me senti tocado por Ele. Era como se fosse algo me dizendo: “Ei filho, eu estou aqui.”

Após a gravação do DVD, quais são os seus próximos planos? 
Quero lançar o WS In Miami Beach em até dois meses e retomar um projeto antigo. Não posso contar por enquanto... Também estou em contato com a produção do Maluma, existe a possibilidade de fazermos uma parceria. 

Pai de Yhudy, fruto 
de seu primeiro casamento, e Ysis, com Thyane Dantas, o cantor quer aumentar a família em breve

09/05/2017 - 15:23

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