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Luisa Arraes rebate críticas ao visual de sua personagem: 'Eu amo esse cabelo, acho lindo'

Sucesso em 'Segundo Sol', ela também narra sua trajetória

domingo 22 julho, 2018
Luisa Arraes narra trajetória e explica porque não anda mais de ônibus
Luisa Arraes narra trajetória e explica porque não anda mais de ônibus Foto:João Cotta/TV Globo

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Aos 5 anos de idade, a atriz Luisa Arraes, 24, fazia a sua estreia na dramaturgia. Não era bem um papel, mas apenas uma figuração no filme O Auto da Compadecida (1999), que teve um sabor especial. Quem dirigia o longa na época era seu pai, o cineasta Guel Arraes, 64, e, em cena, estava sua mãe, a atriz Virgínia Cavendish, 47. “Eu me autointitulava ‘figurante de expressão’”, costum​a brincar ela, que apareceu ainda em cenas dos longa-metragens Caramuru – A Invenção do Brasil (2001) e Lisbela e o Prisioneiro (2003), ambos também assinados por seu pai.

Hoje, o que não falta a Luisa é maturidade em cena. No ar no horário nobre da TV Globo como a complexa jovem Manuela, de Segundo Sol, ela é responsável na trama por abordar temas como drogas, abandono materno e adoção. “Eu gosto muito dos sentimentos grandes. A Manuela não é ‘domesticada’ e, como ela não teve essa criação civilizatória, ela se sente na permissão de fazer o que quer. A coisa da droga, por exemplo, é uma desobediência porque ela não tem nenhum senso de autopreservação”, explica Luisa, que só havia feito outra novela, Babilônia (2015), antes de encarar este novo desafio na TV. “Eu achava que aquele tinha sido um papel gigante, mas era pequeno comparado a este. Agora é outra coisa”, se diverte ela, avaliando sua trajetória. 

QUASE BAIANA 
Os elogios à sua atuação só se acumulam. Nada que tire os pés de Luisa do chão. “Importante é não acreditar. Eu fico muito feliz com isso porque o que eu busco no trabalho é uma coisa muito séria. O lugar da televisão é diferente do teatro muito mais no sentido da imagem do que no conteúdo. Mas, no teatro, aprendi a coisa do sacerdócio, de ser carnal, da matéria; isso é a atuação para mim. O negócio é mais sério, então, se as pessoas gostam, é uma alegria enorme”, explica ela, que estudou teatro na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e com o ator Lee Taylor, 34.

Boa parte dos recentes elogios se deve ao seu sotaque baiano. Carioca da gema, criada no bairro do Jardim Botânico, apesar de sua família ser de Pernambuco, ela não frequentava Salvador, mas tem adorado aprender as gírias locais. “As gírias são um barato. A nossa figurinista é superbaiana e sempre pergunto para ela, que me dá vários toques. Não são só gírias com as quais estamos acostumados porque a Bahia tem gírias muito próprias, como ‘barril dobrado’, que eu adoro”, conta ela sobre a expressão, que pode ter significado duplo, de algo muito bacana ou muito difícil de fazer.

Luisa, para chegar até onde está, conta que fez vários testes e nunca recebeu ajuda dos pais famosos para conseguir seus papéis. Mudanças no dia a dia por causa da fama? Luisa não dirige. Costumava andar a pé, de bicicleta ou de ônibus. Hoje, não consegue mais pegar o ônibus por conta do assédio. 

MENTE SÃ; CORPO SÃO 
Para manter a boa forma, Luisa tem sua própria fórmula ‘secreta’: exercício combinado com meditação. Antes, fazia ioga, mas agora tem praticado natação. “Amo nadar! Sair do trabalho e ficar uma hora em silêncio, só nadando, para mim é fundamental”, explica ela. Com relação ao visual, a atriz confessa ser um pouco parecida com a sua atual personagem. “Se vocês forem perceber, a Manuela tem apenas três blusas, dois shorts e duas calças. Eu também vivo com pouco justamente para ter esta liberdade artística, mas tenho mais roupas do que ela (risos). A Manuela é subterrânea, o figurino é onde ela se sente mais confortável”, conta a atriz, que também tem chamado a atenção pelo atual corte de cabelo.

Baseado nas últimas tendências das jovens londrinas, com inspiração no punk moderno, o look dividiu opiniões. Mas a atriz é taxativa. “Acho muito engraçado que as pessoas se preocupem tanto com isso. Eu amo esse cabelo, acho lindo. Para interpretar uma menina toda diferente e descompensada como a Manuela as pessoas queriam que eu tivesse usando um chanel? Acho esse cabelo lindo, mas não é um corte careta e, geralmente, as pessoas que criticam querem algo mais careta," disse.

Por: Bianca Portugal
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