"Não sou tão fofa assim", Maria Flor

De personalidade forte, Maria Flor assume que, de delicada, apenas a aparência e o nome. No ar em A Lei do Amor, brinca com a fama de chata por ter mania de limpeza e ser extremamente organizada

por Tatiana Ferreira | Fotos Jorge Bispo

Maria Flor | <i>Crédito: Jorge Bispo
Maria Flor | Crédito: Jorge Bispo
Quem vê cara não vê coração. Esta frase se encaixa perfeitamente na personalidade de Maria Flor, 33 anos. A aparência frágil e o nome logo sugerem uma imagem que nada tem a ver com a atriz. Cheia de personalidade, surpreende quem não a conhece. “Tenho uma delicadeza, mas engano um pouco, porque sou bem brava”, assume. O que a tira do sério? Desorganização e falta de limpeza! Com uma casa impecável, assume dificuldades de fazer eventos (apesar de adorar festas) e afetar sua organização. “Adoro receber amigos e família, mas tenho de dar uma relaxada, me concentrar para não ficar maluca do tipo: controlar quem entra de sapato, onde coloca o copo, para não bater a porta da geladeira e não passar a maior parte do tempo lavando a louça. Sou meio controladora. Tá, sou chata! Mas sou bem legal também!”, conta, às gargalhadas ela, no ar como a DJ Flávia, em A Lei do Amor (Globo). 


Nem tão fofa assim “Todo mundo fala que tenho uma aparência frágil. Deve ser porque sou mignon e chamo Maria Flor, que remete a uma flor, delicadeza e tal. Mas não sou bem assim. Gosto das coisas do meu feitio, sabe? Neste sentido, eu sou bem rígida. Injustiça me tira do sério, se sofro alguma, não deixo passar. Parando para pensar, não sou tão fofa assim (risos).” 

Neurótica, eu? “Sou muito organizada. Acho que tenho uma espécie de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) leve. Minha mãe acha isso também. Quando envelhecer, vou ser uma velhinha maluca, sabe? Daquelas que ficam colocando uma coisa no lugar e tirando.” 

Exercício difícil “Adoro casar, sou supercasamenteira, mas se relacionar é uma das coisas mais difíceis do mundo. Tenho prazer em dividir a vida com alguém, isso faz eu me entender e conhecer minhas loucuras e neuroses. É bom chegar em casa, conversar sobre o dia, as angústias, os medos... A parte difícil é que a pessoa tem outro padrão de organização e limpeza. Acho bem difícil morar junto. Digo isso pois já morei com dois namorados em momentos diferentes da minha vida e o que acontecia era: ou brigava muito com a pessoa ou assumia todas as tarefas. Evitava conflito catando todas as meias, arrumando os sapatos e cuidando da limpeza.” 


Cada um no seu quadrado “Namoro há dois anos o Emanuel Aragão (34), é roteirista e ator também. Estamos cada um em sua casa e não falamos em casamento. No entanto, vou mentir se disser que não penso em um dia fazer uma festa. Mas o casamento tradicional, na igreja, com madrinhas e padrinhos, aquele dinheirão gasto, acho meio louco no mundo de hoje. Estas grandes festas são eventos para os outros olharem para você. Mas supercasaria de um jeito meu, simples e pequeno. É bonito celebrar o amor. E eu sou uma festeira de mão cheia. Amo dar festa!” 

Maternidade “Penso em ter filhos, não é um objetivo de vida. Tenho várias amigas que dizem que nasceram para ser mãe. Não me vejo assim. Quero ser, pois não posso passar na vida sem viver isso. Deve ser uma experiência muito fantástica na vida de uma mulher. Mas tem um monte de outras coisas que quero fazer também. Se a maternidade vier, vai ser em uma hora legal. Acho que vou conseguir escolher o momento ideal para viver isso da melhor maneira possível, não prevejo idade ainda.” 
diversas crises “De idade não sei, talvez quando tiver com 60?! Falando sério, já passei por muitas crises, não sei se tem a ver com idade, mas foram de entendimento de quem sou e o que quero, para onde a vida vai. Estou com 33 anos e amadureci. Agora passei a ver as coisas de um jeito mais permanente. Acho que, com 20, era menos preocupada com o futuro, com o que estava construindo e com as minhas escolhas. Podia mudar de ideia e abrir mão mais fácil. Agora sinto que a vida ficou um pouco mais séria. Que as escolhas têm mais peso.”

Bem necessário “Faço análise desde os 16 anos. Procurei porque tinha terminado um namoro e estava muito mal. E adolescente não fica triste, morre, pensa em tomar veneno e se matar. É intenso. Neste mesmo período, estava no impasse de qual carreira seguir. Percebendo toda a minha perturbação, minha mãe me levou ao analista. Faço até hoje. Sou muito dramática. Quando a coisa aperta, sei que vai ter a crise, mas que vai passar.” 


Benefícios da maturidade “Não tenho mais insegurança de ficar revendo cenas. Mas não sei se é uma segurança, porque ser ator nunca é seguro. É uma profissão dura e cruel, mas acho que a maturidade levou paranoias embora. Não estou mais preocupada se o braço está gordo no vídeo, não fico mais revisando as cenas e nem preocupada se fulano gosta ou não gosta de mim. Hoje em dia, faço o meu trabalho, que, inclusive, gosto muito e tento não ser insegura, até porque acho chato.”

Altos e baixos “O trabalho do ator sempre mexe com a vaidade e é um equilíbrio difícil de encontrar, porque, às vezes, você está fazendo um monte de trabalho e de repente não tem nada. É estranho, rola um vazio e aí dá uma angústia. Mas isso também é ser sábio. O ator tem que ter o entendimento do gosto pelo trabalho independentemente de estar fazendo a megaprotagonista ou uma personagem menor. Tudo é trabalho e exercício hoje em dia pra mim.” 

Joãozinho sensual “É a primeira vez que tenho o cabelo curto. Estava com os fios muito detonados, feios. Cortar foi um alívio. Não tenho drama com o cabelo. Ele cresce. Muita gente estranhou, mas adorei. Acho bobagem isso de enxergarem a sensualidade da mulher no cabelo. É o conjunto. Me preocupo muito com minha aparência. Estou sempre de dieta, malhando, faço balé. Sou séria com o meu corpo. Gosto de me sentir bem, sexy e bonita. Não é preciso cabelos para se sentir sensual e gostosa.”

14/01/2017 - 18:16

Conecte-se

Revista Contigo!