"A gente se sente invisível em alguns momentos", dispara Adriana Lessa sobre racismo

A atriz retorna à telinha em Cidade Proibida e fala da importância da representatividade negra na arte

segunda 13 novembro, 2017
Adriana Lessa
Adriana Lessa Foto:Paulo Santos

A escolha do cenário para a sessão de fotos da CONTIGO! não foi à toa: o Estádio do Pacaembu foi a primeira casa do Corinthians, time pelo qual Adriana Lessa, 46 anos, treinava futebol, vôlei, basquete, natação e atletismo durante a infância e adolescência. O saldo positivo dos anos dedicados ao esporte é visível: quem vê a Gracinda de Cidade Proibida (Globo) enxerga exatamente o mesmo rosto da Rita na reprise de Senhora do Destino, exibida originalmente 13 anos antes. “Ninguém passa nesta vida ileso, todos temos cicatrizes. Mas eu tento olhar a vida da melhor maneira. Cuido da alimentação, mas também dos pensamentos. O que ouvimos e falamos pode ser venenoso”, diz a atriz, revelando seu segredo de beleza.



Depois de passagens pela RedeTV!, SBT, GNT e HBO, Adriana dedicou os últimos anos à sua grande paixão: o teatro. Desde 2012, ela estrela Os Monólogos da Vagina, peça que já rodou o Brasil, além do musical Cartola – O Mundo é um Moinho neste ano, pelo qual recebeu uma indicação de Melhor Atriz Coadjuvante no Prêmio Bibi Ferreira, em outubro. “Fico mais no teatro do que em casa, muitas vezes chego a dormir lá para esperar o espetáculo no dia seguinte. Tenho tempo, sim, pra tudo, esta é a vida que escolhi”, comemora. “Seja nos palcos ou na TV, o importante é estar sempre em movimento”, opina.

A indicação ao prêmio teve um gostinho especial. Adriana festeja o reconhecimento e, principalmente, a representatividade de ter seu nome entre as nomeadas. “Na sociedade, a crueldade é muito grande. A gente se sente invisível em alguns momentos. Existem pessoas que são excluídas e é importante ter esta visibilidade e este protagonismo. Eu não me via representada como negra na mídia. Existe uma questão de pertencimento, só me sinto parte de algo se me enxergo ali. É preciso continuar resistindo”, declara.
Solteira, Adriana ainda sonha encontrar o companheiro ideal e, quem sabe, construir sua própria família. “Tenho vontade, sim. Posso adotar uma criança, talvez”, sugere. “É importante encontrar pessoas que valorizem o que você tem de melhor. Quero poder encontrar um homem que seja companheiro, que aceite quem eu sou e não queira mudar a Adriana, apenas me ajudar a melhorar. Quando for pra acontecer, acontecerá”, conclui ela, que se define em uma ótima fase pessoal e profissional.

Por Daniel Lopes


Leia Mais:

Receba em Casa

Vídeos

NOVELAS

  1. 1 RECORD - Jesus - 24 a 27 de julho
  2. 2 GLOBO - Segundo Sol - 23 de 28 de julho
  3. 3 GLOBO - O Tempo Não Para - 23 a 28 de julho
  4. 4 GLOBO - Orgulho e Paixão - 23 a 28 de julho
  5. 5 GLOBO - Malhação: Vidas Brasileiras - 23 a 27 de julho